Dentro do espelho
Então se acabou o que era doce!
Acabou na barriga o frio,
No estômago sensaçao de vazio.
Acabou no céu nuvens calma,
E estrelas colorindo a alma.
Acabou o barquinho no mar,
Lingua no céu da boca a velejar.
Acabou cheiro de primavera,
Setembro abandonando seu lugar.
Acabou o desejo de continuar,
Sobrou vontade de partir.
Mãos sem se tocar,
Pés ligeiros pra fugir.
Sei que acabou o que era doce,
Mas não sabemos do motivo.
Talvez fosse num dia ruim,
Daqueles que a gente acorda com medo
Não um medo comum
Como talvez do futuro
Mas aquele presente
Escondido no olhar dentro do espelho,
Que parece que revela,
Mas esconde o que tem por dentro.
Acabaram-se os beijos,
Sem rastro de saudades,
Sem marcas de lembranças,
Levado pelo sopro do vento,
Apagando o vestigio do pensamento.
Acabou puro e simples,
Como quando começou!
Antônia
29/07/2014
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